
Quando é normal
Quando a criança começa a andar, por volta de 1 ano, é comum que ela fique na ponta dos pés de vez em quando. Ela ainda está aprendendo a se equilibrar e a apoiar o pé inteiro.
Esse padrão costuma ir sumindo até por volta dos 2 a 3 anos, quando o apoio do calcanhar fica estável. Se a criança continua andando na ponta dos pés depois dessa idade, vale procurar uma avaliação.
Sinais para procurar avaliação logo
- A criança anda na ponta dos pés quase o tempo todo depois dos 2 a 3 anos
- Só um dos pés fica na ponta
- Ela não consegue apoiar o calcanhar mesmo quando você pede
- Os tornozelos parecem rígidos
- Tropeça ou cai com frequência
- Há atraso em outras etapas do desenvolvimento, ou ela perdeu habilidades que já tinha
- Reclama de dor nas pernas ou nos pés
Possíveis causas
Muitas vezes nenhuma causa é encontrada, e o quadro é chamado de marcha na ponta dos pés idiopática. Mas esse diagnóstico só é dado depois de descartar outras possibilidades, como encurtamento da panturrilha e do tendão de Aquiles, alterações neurológicas (como a paralisia cerebral) e questões de processamento sensorial. Andar na ponta dos pés também é mais frequente em crianças com transtorno do espectro autista (TEA).
Por isso a avaliação é importante: o cuidado certo depende do motivo.
Marcos do andar, para ter referência
Cada criança tem o seu ritmo, mas algumas referências ajudam a família a observar:
- Muitas crianças dão os primeiros passos sozinhas entre 12 e 15 meses
- Se a criança ainda não anda sozinha aos 18 meses, converse com o pediatra
- Nos primeiros meses de marcha, as pernas abertas, as quedas e um pouco de ponta de pé fazem parte do aprendizado
- Com o tempo, o apoio passa a começar pelo calcanhar e o passo fica mais estável
O que a avaliação observa
- Como a criança anda, corre, sobe e desce degraus
- Se o tornozelo dobra o suficiente para o calcanhar apoiar
- Força, equilíbrio e coordenação
- Como ela reage a texturas, sons e movimento (processamento sensorial)
- A história da gestação, do parto e das etapas do desenvolvimento
Quem procurar
O primeiro passo é conversar com o pediatra, que pode indicar a avaliação de um neuropediatra ou de um ortopedista, quando necessário. A fisioterapia avalia a marcha, a amplitude de movimento do tornozelo, a força, o equilíbrio e os aspectos sensoriais, e monta um plano com exercícios, alongamentos e estímulos adequados à idade.
Como é na ProNeuro
Em casa, brincadeiras que pedem o pé inteiro no chão, como agachar para pegar brinquedos, subir rampas e andar em superfícies diferentes, costumam ajudar. Mas evite forçar o calcanhar para baixo ou corrigir a criança o tempo todo: o plano certo vem da avaliação.
Na ProNeuro, em Maringá, a avaliação neurofuncional pediátrica é feita pelo Dr. Gabriel Costa Martins, que tem formação em Integração Sensorial, Treinamento Locomotor e Método TheraSuit. Os objetivos são combinados com a família. Saiba mais sobre a fisioterapia neurofuncional infantil. Quando a pisada também precisa ser vista, a avaliação da pisada é feita à parte.
Quer entender o seu caso?
Na ProNeuro, em Maringá, a avaliação é individual. Pelo WhatsApp, a recepção explica como funciona e informa o valor antes de agendar.
Perguntas frequentes
Até que idade é normal andar na ponta dos pés?
No começo da marcha é comum. Depois dos 2 a 3 anos, se a criança anda na ponta dos pés na maior parte do tempo, vale uma avaliação.
Andar na ponta dos pés é sinal de autismo?
Não necessariamente. É mais frequente em crianças com TEA, mas muitas crianças que andam na ponta dos pés não têm autismo. Só a avaliação do desenvolvimento como um todo esclarece.
Vai melhorar sozinho?
Em parte das crianças, sim. Mas, quando o padrão persiste, a avaliação ajuda a evitar que a panturrilha encurte e que a criança perca amplitude de movimento.
A criança precisa usar bota ou órtese?
Depende do caso. Órteses ou outros recursos são indicados pelo profissional que acompanha a criança, a partir da avaliação.