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Criança andando na ponta dos pés: quando é normal e quando se preocupar

Andar na ponta dos pés pode ser normal no começo da marcha. Veja até que idade, os sinais que pedem avaliação e como a fisioterapia ajuda.

Dr. Gabriel Costa Martins diante de um mapa de pressão plantar da baropodometria

Quando é normal

Quando a criança começa a andar, por volta de 1 ano, é comum que ela fique na ponta dos pés de vez em quando. Ela ainda está aprendendo a se equilibrar e a apoiar o pé inteiro.

Esse padrão costuma ir sumindo até por volta dos 2 a 3 anos, quando o apoio do calcanhar fica estável. Se a criança continua andando na ponta dos pés depois dessa idade, vale procurar uma avaliação.

Sinais para procurar avaliação logo

  • A criança anda na ponta dos pés quase o tempo todo depois dos 2 a 3 anos
  • Só um dos pés fica na ponta
  • Ela não consegue apoiar o calcanhar mesmo quando você pede
  • Os tornozelos parecem rígidos
  • Tropeça ou cai com frequência
  • Há atraso em outras etapas do desenvolvimento, ou ela perdeu habilidades que já tinha
  • Reclama de dor nas pernas ou nos pés

Possíveis causas

Muitas vezes nenhuma causa é encontrada, e o quadro é chamado de marcha na ponta dos pés idiopática. Mas esse diagnóstico só é dado depois de descartar outras possibilidades, como encurtamento da panturrilha e do tendão de Aquiles, alterações neurológicas (como a paralisia cerebral) e questões de processamento sensorial. Andar na ponta dos pés também é mais frequente em crianças com transtorno do espectro autista (TEA).

Por isso a avaliação é importante: o cuidado certo depende do motivo.

Marcos do andar, para ter referência

Cada criança tem o seu ritmo, mas algumas referências ajudam a família a observar:

  • Muitas crianças dão os primeiros passos sozinhas entre 12 e 15 meses
  • Se a criança ainda não anda sozinha aos 18 meses, converse com o pediatra
  • Nos primeiros meses de marcha, as pernas abertas, as quedas e um pouco de ponta de pé fazem parte do aprendizado
  • Com o tempo, o apoio passa a começar pelo calcanhar e o passo fica mais estável

O que a avaliação observa

  • Como a criança anda, corre, sobe e desce degraus
  • Se o tornozelo dobra o suficiente para o calcanhar apoiar
  • Força, equilíbrio e coordenação
  • Como ela reage a texturas, sons e movimento (processamento sensorial)
  • A história da gestação, do parto e das etapas do desenvolvimento

Quem procurar

O primeiro passo é conversar com o pediatra, que pode indicar a avaliação de um neuropediatra ou de um ortopedista, quando necessário. A fisioterapia avalia a marcha, a amplitude de movimento do tornozelo, a força, o equilíbrio e os aspectos sensoriais, e monta um plano com exercícios, alongamentos e estímulos adequados à idade.

Quando procurar um médicoProcure o pediatra logo se a criança perdeu habilidades que já tinha, se só um lado do corpo é afetado, se há fraqueza, quedas frequentes ou dor.

Como é na ProNeuro

Em casa, brincadeiras que pedem o pé inteiro no chão, como agachar para pegar brinquedos, subir rampas e andar em superfícies diferentes, costumam ajudar. Mas evite forçar o calcanhar para baixo ou corrigir a criança o tempo todo: o plano certo vem da avaliação.

Na ProNeuro, em Maringá, a avaliação neurofuncional pediátrica é feita pelo Dr. Gabriel Costa Martins, que tem formação em Integração Sensorial, Treinamento Locomotor e Método TheraSuit. Os objetivos são combinados com a família. Saiba mais sobre a fisioterapia neurofuncional infantil. Quando a pisada também precisa ser vista, a avaliação da pisada é feita à parte.

Quer entender o seu caso?

Na ProNeuro, em Maringá, a avaliação é individual. Pelo WhatsApp, a recepção explica como funciona e informa o valor antes de agendar.

Perguntas frequentes

Até que idade é normal andar na ponta dos pés?

No começo da marcha é comum. Depois dos 2 a 3 anos, se a criança anda na ponta dos pés na maior parte do tempo, vale uma avaliação.

Andar na ponta dos pés é sinal de autismo?

Não necessariamente. É mais frequente em crianças com TEA, mas muitas crianças que andam na ponta dos pés não têm autismo. Só a avaliação do desenvolvimento como um todo esclarece.

Vai melhorar sozinho?

Em parte das crianças, sim. Mas, quando o padrão persiste, a avaliação ajuda a evitar que a panturrilha encurte e que a criança perca amplitude de movimento.

A criança precisa usar bota ou órtese?

Depende do caso. Órteses ou outros recursos são indicados pelo profissional que acompanha a criança, a partir da avaliação.

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